E de repente, me senti como se alguém quisesse conversar comigo. Alguém que eu não pude ouvir, ver ou tocar. Mas que conseguiu mesmo assim direcionar meus pensamentos para um questionamento em especial, um questionamento o qual todos os seres humanos já fizeram, fazem, ou farão, mais cedo ou mais tarde. Fui perguntado se saberia responder o que seria o amor. Não pude falar, mas meus pensamentos sabiam que não deveriam responder nada que não pudesse ser traduzido aos olhos, mãos e ouvidos humanos. Numa língua tão complexa seria fácil descrever o amor dizendo apenas que é este o único sentimento que faz com que se troque toda uma eternidade por apenas um segundo, a visão de todo o céu por apenas dois olhos, os gostos mais divinos por um beijo. Mas não! Essas respostas não serviriam, por que quem me perguntou já sabia de todas essas definições. Teria que responder, com coisas simples e que completam todos os dias os milhões de tolos que dizem que sabem o que é o amor! Sim, tive eu então, que definir o sentimento que é o rei de todos os paradoxos, de tudo o que se define como inexplicável, em gostos, visões ou toques.
Olhei para o além e disse: O amor? Ah, o amor tem o mesmo gosto de um chocolate “diamante negro”,que combina o doce e o amargo de uma maneira tão divina que quem prova, não consegue esquecer jamais, ou senão tem gosto de algodão doce, que derrete na boca e quando agente menos espera está só com o saquinho ou o palitinho na mão, o gosto de quero mais na boca e a sensação de que mais cedo ou mais tarde, o rapaz que vende passará novamente; Se pudesse ver o amor... acho ele teria a forma de um animal de estimação, que vem se esfrega na sua perna ou festeja a sua chegada, toda vez que passa cinco minutos sem te ver, e por fim respondi que se pudesse tocar o amor sentiria a sensação de tocar algo macio como um bicho de pelúcia e ao mesmo tempo forte como uma parede de concreto e ao mesmo tempo suave como o vento que bate no rosto quando se está indo de encontro a ele, até percebi que o vento não impõe resistência, apenas abraça com força sem querer te deixar ir embora.
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