Amores do passado
Na verdade desamores
Um coração abandonado
Não reconhece a cor das flores
Sensacionalista
A emoção passa a perder para a razão
Que quase sempre é egoísta
Deixa no esquecimento o coração
Inicia-se uma regressão progressiva
A imaturidade reina soberana
A vontade de não amar é tão obsessiva
Que a mente se engana
Alma e coração se abrigam numa fortaleza
Que não é de açúcar mas desmancha
Com as lágrimas que em forte correnteza
Demonstram que toda aquela nitidez
Não passa de uma grande mancha
Que borracha nenhuma apagou
Que nenhuma máquina do tempo fez voltar
E quando se pensa que não se deve amar como um dia se amou
A vida faz amor em forma de alguém
Que só se consegue amar.
16/07/2012
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